Sejam bem vindos nessa casa, onde despida de qualquer pudor, ouso ser eu mesma!

Sejam bem vindos nessa casa, onde despida de qualquer pudor, ouso ser eu mesma!

Que ela possa ter alguma valia para quem lê, estuda , sente e vive a questão aqui tratada. E que de alguma forma minha experiência possa orientar. Sem medo, mostro meu caminho, o caminho que estou seguindo no desejo de ser feliz no desejo de estar bem e viver bem e no desejo de que um dia , possam todos em um nivel melhor e mais elevado de consciência, estarmos numa mesma vibração de amor e respeito uns aos outros! E que sejam bem vindos todos os filhos desse universo e que todos os pais sejam um dia iluminados com o poder do verdadeiro amor filial. O amor é assim: sem egoismos, sem orgulhos, sem pudores, feito criança ele apenas sente...por enquanto é isso!

http://www.youtube.com/watch?v=WBSAVK2xLgU
decidi colocar esse link: DA MULHER INVISIVEL porque todos que estão a trabalho da alma e não pelo ego, são invisíveis!

domingo, 3 de abril de 2011

TIRAR O CONVÍVIO COM O PAI PREJUDICA A FORMAÇÃO DA CRIANÇA - REPORTAGEM -

Tirar o convívio com o pai prejudica a formação da criança

A invenção de mentiras sobre o ex-parceiro provoca a sensação de abandono nos filhos

Por Especialistas Publicado em 7/3/2011

Alienação parental é quando um dos pais (geralmente o que tem a guarda da criança) inventa mentiras e calúnias contra o outro, acusando-o de coisas que não aconteceram, na intenção de colocar os filhos contra ele, destruindo qualquer sentimento positivo que o filho sinta pelo pai ausente.

Em sua grande maioria as alienadoras são as mães, mas a familia inteira pode praticar a alienação * (grifo meu) que ficam com a guarda dos filhos. São pessoas doentes, capazes de atos absurdos, provavelmente, fruto de uma separação muito mal resolvida e nada elaborada.

A raiva contra o ex-parceiro é descontada em atitudes absolutamente doentias e inconsequentes contra ele, a ponto de levar os filhos a acreditarem que foram abandonados pelo pai intencionalmente, que este "desistiu" deles, alimentando um sentimento muito ruim de rejeição e abandono que permanecerão para sempre em seu íntimo. 
A raiva contra o ex-parceiro é descontada em atitudes absolutamente doentias e inconsequentes contra ele, a ponto de levar os filhos a acreditarem que foram abandonados pelo pai intencionalmente
A identidade da criança e do adolescente se faz na interação com os pais, em primeiro lugar, e com o mundo. Esse convívio com o pai lhe é tirado à força, rompendo uma relação que poderia ser saudável e fazer toda a diferença em seu desenvolvimento como um todo. O prejuízo é a falta do afeto, do olhar do pai, do reconhecimento deste, e a ideia da mentira vai reforçar os sentimentos negativos da criança: "Não sou boa o bastante para o meu pai gostar de mim, ele nunca me amou".DISSO VEM TAMBÉM O : Não sou boa o suficiente para que outros não me amem. E vem que qualquer outro homem durante a vida deverá lutar por voce, literalmente, senão não será bom para voce" - grifo meu!

Um exemplo típico é a mãe provocar o sentimento de abandono no filho: "Olha como seu pai não liga pra você, nem telefonou no seu aniversário!" - quando o pai tentou de várias maneiras entrar em contato e foi devidamente impedido de acessar o filho - ou foi enganado com a afirmação da mãe de que o filho não queria falar com ele, quando aquele nem soube que o pai ligou.

Algumas mães chegam ao extremo de inventar falsas acusações de abuso sexual por parte do pai, pois este argumento garante a suspensão imediata da visitação. Como a justiça é lenta, até que se prove o contrário a mãe ganha tempo para bolar algo que afaste mais ainda a criança do pai.  
Há aqui a criação de uma falsa memória: a criança não tem a memória sensorial, porque não viveu aquilo, mas a mãe afirma que isso aconteceu. Cria-se um adulto dicotomizado, com uma crise de identidade: "Afinal, isso aconteceu ou não comigo?" Não confia em sua percepção das coisas, em sua memória. A criança simplesmente acredita no guardião, repetindo falas e atitudes deste. Ela é levada a duvidar do amor do outro. Mesmo que se sinta bem ao lado dele, vê-se na obrigação de negar isso para o outro.

Os filhos sentem-se "traindo" o outro quando passam um dia muito gostoso junto com o pai - a necessidade de cumplicidade com o que toma conta é mais forte e a lealdade a ele não pode ser ameaçada. Chantagens como: "Se você gosta dele é porque não gosta de mim!" são comuns e obrigam o filho a mentir para se resguardar dos ataques do outro.

Enquanto são crianças, os filhos não têm como ir atrás da verdade e nem como questionar o que acontece. Mas, um dia entrarão em contato com a realidade, e será bem difícil lidar com a descoberta de que o "algoz" era justamente quem estava todo o tempo ao lado deles.

É muito difícil eliminar a marca que fica, o ressentimento irá permear pelo resto da vida a relação com o pai que ficou longe, e isso, poderia ter sido evitado. Sempre aparecerá a tristeza, a agressão ou a sensação de abandono, de revolta. O filho tem a sensação de que o pai não lutou por ele, não o amou o suficiente para enfrentar as adversidades e garantir sua convivência com ele.

O triste é que o tempo perdido não volta mais. Toda a infância, desenvolvimento e conquistas do filho são tirados injustamente do convívio com o pai. Todos perdem (e muito!).

É possível reconstruir uma relação, mas jamais resgatá-la. Infelizmente.

Marina Vasconcellos - Psicóloga

texto extraído do site minha vida

http://www.minhavida.com.br/

 

A FAMILIA - COMO ADMINISTRAR OS CONFLITOS - (?)

03/04/2011 - 07h00

Brigas dos pais afetam os relacionamentos dos filhos até a vida adulta

RENATA RODE
Colaboração para o UOL
  • Crianças que presenciam brigas violentas dos pais têm mais dificuldades em se relacionar Crianças que presenciam brigas violentas dos pais têm mais dificuldades em se relacionar
Você pode não se dar conta, mas discussões de casal diante dos filhos podem marcá-los para sempre. Foi exatamente isso o que aconteceu com Paula (que prefere não revelar o nome), relações-públicas que mora em São Paulo e tem 30 anos. Emocionada, ela garante não acreditar mais no amor. Para ela, um dos motivos de sua vida amorosa ser tumultuada é resultado dos exemplos que teve em casa: constantes confrontos dos pais e a separação dos dois.

“Eles acabaram com o casamento deles e eu com o meu, no ano seguinte. Fiquei tão passada quando descobri uma traição do meu pai que acabei fazendo do problema deles o meu. Conclusão: meu ex não aguentou tanta pressão”, resume. Namorando há três anos outra pessoa, Paula diz ter a impressão de que a relação não vai decolar. “Quando me lembro das brigas que presenciei na minha infância e na adolescência, acho que não casarei e nem terei filhos”, diz ela, que afirma lutar contra esses pensamentos, mas é difícil não associar família a um ambiente conturbado.

DEPOIMENTOS REAIS

A professora Lidia Weber fez a seguinte pergunta às crianças entrevistadas: "Se você pudesse fazer três pedidos para a fada madrinha realizar, quais você faria para ela mudar ou melhorar na sua casa, nos seus pais ou na sua escola?". Veja algumas respostas:

“Queria que meus pais parassem de gritar comigo e minha mãe parasse de me xingar.” (menina de 6 anos - caso 32)

“Queria que meus pais não me batessem mais.” (menina de 7 anos - caso 21)

Queria que meus pais parassem de brigar entre eles e meu irmão não brigasse tanto comigo.” (menino de 5 anos - caso 37)

Para Lidia Weber, professora e pesquisadora da UFPR, pós-doutora em desenvolvimento familiar, o comportamento dos pais tem sido um dos principais temas de pesquisa em relacionamento familiar nos últimos tempos, em todo o mundo.

“Sabemos, com certeza, que não basta ter ótimas práticas educativas. Os pais também devem ter bom relacionamento entre eles”, explica a especialista. “Uma abordagem integrativa e interdisciplinar inclui três relações de influências mútuas em uma família: mãe-filhos, pai-filhos e relação conjugal.”
Segundo Lidia, quanto mais os pais brigam entre si, mais a criança tem tendência de apresentar comportamentos denominados antissociais (brigar, mentir, praticar bullying, gritar etc.).

“Conflitos simples entre os pais não são apontados como problemas se o casal consegue resolver as diferenças. Porém, se as brigas continuam, podem levar a sinais de depressão, ansiedade e outros problemas transferidos às crianças”, explica.
A professora realizou uma pesquisa –junto com sua assistente de mestrado em Educação, Gisele Stasiak– com 40 crianças entre 6 e 7 anos de idade, pais e professores. O estudo revelou dados curiosos sobre a influência conjugal na vida dos filhos. Veja o que foi detectado:

COMPORTAMENTO DAS CRIANÇAS DIANTE DA RELAÇÃO CONJUGAL DOS PAIS

Quanto melhor a interação familiar, menos estressante é a relação entre pais e filhos
Quanto mais as crianças percebem a desarmonia dos pais, menos regras os adultos colocam e mais elas são consideradas "difíceis" por eles
Quanto mais as crianças percebem um clima conjugal negativo, menor o índice de habilidades sociais
Quanto mais estressante a vida do casal, mais frequentes as punições físicas em relação às crianças
Crianças cujos pais têm uma relação harmônico têm melhores relacionamentos com os amigos

Discussões para o bem
Kátia Teixeira, psicóloga da Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico de São Paulo (EDAC), defende o valor da experiência das brigas conjugais para crianças e jovens em formação. “Acredito que o problema não está na discussão, mas, sim, em como ela é conduzida. Discussões fazem parte dos relacionamentos. Se um casal diverge em algo, não precisa omitir dos filhos. Mas essa conversa deve acontecer com respeito, sem ofensas, humilhações e, especialmente, sem violência, seja ela física ou verbal”, defende. “Casais que não se respeitam  possivelmente facilitarão o surgimento de conflitos nos filhos.”

  • Thinkstock Se os seus filhos presenciarem uma briga séria, converse com eles depois e peça desculpas
Lidia diz que os filhos podem aprender muito com as crises. "As pessoas brigam e se reconciliam, podem ter opiniões diferentes e se amar mesmo assim; podem se amar e brigar de vez em quando... É importante aceitar a opinião de outros e saber perdoar", explica ela. "Brigas ruins são compostas por insultos pessoais, expressões de hostilidade, xingamentos e agressão física. Discussões que levam ao aprendizado mostram expressões verbais de apoio ao outro, compreensão e empatia; cumplicidade e compromisso para resolução do problema”, diferencia.

SEIS DICAS DAS TERAPEUTAS PARA NÃO TRAUMATIZAR OS FILHOS

1. Evite ao máximo brigar seriamente na frente dos filhos, especialmente crianças pequenas, que acham isso assustador
2. Lembre-se de que crianças são sensíveis, observadoras e perceptivas. Elas sentem facilmente tensões, segredos e mal-estar. Como não sabem as causas, podem achar que são culpadas pelos desentendimentos dos pais
3. Leve em conta que brigar na frente dos filhos não é um bom comportamento; os pais devem ir a outro cômodo ou esperar os filhos dormirem
4. Se os seus filhos presenciaram uma briga séria, é preciso que eles vejam a resolução da situação. Assim, aprenderão que conflitos são normais e podem ser resolvidos através da comunicação. Deixe claro que as crianças não são culpadas de nada
5. Se saiu do sério, explique que a falta de controle foi um erro, em um momento de nervosismo, e peça desculpas
6. Nunca, sob hipótese alguma, inclua os filhos em uma briga. Também não peça que eles tomem partido de um ou de outro, jamais



quarta-feira, 30 de março de 2011

A DOR DA REJEIÇÃO E A DOR FÍSICA - SÃO DORES REAIS INTENSAS...

29/03/2011 - 10h36

Dor da rejeição e dor física ativam mesma região do cérebro, diz estudo

Da Agência Fapesp
  • Pesquisa indica que rejeição social machuca Pesquisa indica que rejeição social machuca
A dor da rejeição não é apenas uma figura de expressão ou de linguagem, mas algo tão real como a dor física. Segundo uma nova pesquisa, experiências intensas de rejeição social ativam as mesmas áreas no cérebro que atuam na resposta a experiências sensoriais dolorosas.
“Os resultados dão novo sentido à ideia de que a rejeição social ‘machuca’”, disse Ethan Kross, da Universidade de Michigan, que coordenou a pesquisa. Os resultados do estudo serão publicados esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
“A princípio, derramar uma xícara de café quente em você mesmo ou pensar em uma pessoa com quem experimentou recentemente um rompimento inesperado parece que provocam tipos diferentes de dor, mas nosso estudo mostra que são mais semelhantes do que se pensava”, disse Kross.
Estudos anteriores indicaram que as mesmas regiões no cérebro apoiam os sentimentos emocionalmente estressantes que acompanham a experiência tando da dor física como da rejeição social.
A nova pesquisa destaca que há uma interrelação neural entre esses dois tipos de experiências em áreas do cérebro, uma parte em comum que se torna ativa quando uma pessoa experimenta sensações dolorosas, físicas ou não. Kross e colegas identificaram essas regiões: o córtex somatossensorial e a ínsula dorsal posterior.
Participaram do estudo 40 voluntários que haviam passado por um fim inesperado de relacionamento amoroso nos últimos seis meses e que disseram se sentir rejeitados por causa do ocorrido.
Cada participante completou duas tarefas, uma relacionada à sensação de rejeição e outra com respostas à dor física, enquanto tinham seus cérebros examinados por ressonância magnética funcional.
“Verificamos que fortes sensações induzidas de rejeição social ativam as mesmas regiões cerebrais envolvidas com a sensação de dor física, áreas que são raramente ativadas em estudos de neuro-imagens de emoções”, disse Kross.

O NOME - APRENDENDO QUEM SOMOS NÓS! ONDE ESTAMOS NÓS! QUE ALMA NOS HABITA!

A professora escreveu o nome incompleto, a aluna copiou o nome completo. Primeiras letras, primeiros sonhos...da cartilha Caminho Suave, e só depois de muitos anos entendi que o caminho deve ser assim: suave!
O caminho suave é o caminho do meio - dá trabalho porque estar nele é puro auto-conhecimento, entretanto alegria e a dor de se ter esse conhecimento é algo inimaginável.

O CADERNO - O PEDIDO DE DESCULPAS - A DEDICATÓRIA - E A CASA -



O QUE UMA CRIANÇA NÃO É CAPAZ DE TRANSPOR EM DESENHOS SUA DOR E ANGÚSTIA! PROFESSORES NÃO VEEM, MÃE NÃO VIU? NÃO DESEJOU VER NEM SABER!


A CASA - SEMPRE UMA CASA - UM LAR - UM LUGAR SEGURO E FELIZ (?)
DESEJOS ESCONDIDOS NUM SIMPLES DESENHO
DE UMA CRIANÇA - DE 7 ANOS -

quinta-feira, 17 de março de 2011

CAPITULO IV - A CASA -

Malu estava lá. Na sua casa. A casa ...sabem o que isso significava? A casa? Casa é sinônimo de lar, familia, refúgio, teto, segurança, tranquilidade, amor , sim amor, paz, enfim...hoje Malu sabe disso porque hoje é um tempo que faz tempo do tempo que passou quando ela estava na sua casa....primeiro lar!
Acredito que a relação dela com a casa deveria ser um desejo inconsciente de se ter a familia por perto. Pai e mãe juntos ou não, mas perto. Um pai presente, principalmente. Não saberia avaliar o sentido dessa casa naquele momento, porque tudo acontecia de forma instintivamente a nem permitir o raciocínio dos acontecimentos dada a rapidez , da forma como tudo foi se passando. Hoje, já crescida, pode avaliar com calma esses fatos.
A casa estava lá e ela estava na casa. Pela primeira vez na vida sentiu uma solidão boa, calma e tranquila. Morar sozinha foi a melhor coisa que lhe acontecera nos ultimos tempos, pensava. Malu finalmente conseguia um pouco de silencio.
Com a casa veio também seu primeiro trabalho. Malu conseguiu assim: Foi até um banco onde a conheciam, porque sua avó frequentava por muitos anos esse banco e ela muitas vezes foi acompanhá-la, então decidiu se dirigir até esse banco, chegando lá chamou o gerente – ela lembra nome e sobrenome – e disse assim: _ Sr. Fulano, tudo bem? Lembra de mim? Sou a neta da fulana, estou morando aqui na cidade e fazendo faculdade de direito e preciso trabalhar, pensei em te pedir um emprego aqui no banco, existe alguma vaga , algum serviço que possa fazer? Quero trabalhar aqui!- O homem surpreso lhe disse que poderia sim...então tudo começou ai!
Já com dezoito anos iniciou seu primeiro trabalho naquele banco. Foi um tempo: m a r a v i l h o s o! Um dos melhores de sua vida!
Funcionava assim: a casa onde morava era da avó, consequentemente a isentando de pagamento de aluguel, a avó também lhe custeava a faculdade, então seu salário seria para as suas depesas pessoais e livros, porque ela fez questão de avisar os avós que os livros ela compraria. Malu lembra que sequer indagou , em nenhum momento qual seria seu salário – iria começar no banco como auxiliar de escritório – era esse o nome do cargo – salário? Nem pensou nisso! Só viu quando a pessoa do RH a chamou na hora de registrar a carteira e viu lá um numero que para ela era muito “grande” e ficou super feliz!
Malu fez tudo premeditado, pensou nesse banco por estar perto de sua nova casa. Cinco quarteirões de sua casa, mesma rua, só seguir em frente! Não era um sonho? Pensava! Poderia ir tranquilamente a pé.
Vida nova! Primeira casa, primeiro trabalho, faculdade...primeiro namorado...ela nem queria namorar, como sempre, a vida deu um super salto! Parte da angústia havia passado, parte, pois estava entorpecida pelos ultimos acontecimentos em sua vida. As mágicas estavam funcionando...
O trabalho era simplesmente fantástico! Ajudava também o fato de ter muitos jovens cursando faculdade e a mesma faculdade de Malu, se não fosse direito era administração, então a “turma” era fantástica! Naquela época os bancos abriam logo cedo, creio que 8h00 , Malu trabalhava das 08h00 às 14h00, maravilhososo! Depois ainda com a tarde toda livre, a faculdade só a noite. Com isso foi mobiliando melhor sua casa, arrumando sua vida.
Na primeira semana da faculdade Malu estava tão radiante, tudo indo tão bem que até pensou: Nem quero namorar, senão estraga! (olhem só o tipo de pensamento, a situação emocional dela, assimilando uma estória anterior, de seus pais, como fracasso total e carregando isso para a sua vida), mas o fato é que na segunda semana de faculdade caía por terra sua promessa! Na segunda semana de faculdade já estava namorando.
Casa, emprego , primeiro namorado, tudo novo, Malu ficara feliz porque se sentia muito bem recebida pela familia de seu namorado. O que era muito importante para ela. Ela sentia o preconceito de ser filha de pais separados, naquela época isso existia...e ela ainda voltou para cidade onde tudo aconteceu, reviveu o passado de seus pais. Isso foi muito difícil para ela...mas dentro daquela familia do seu namorado, existia um sentimento muito confortável e acolhedor. Familia que era extremamente católica, não se importava pelo fato dela morar sozinha – é isso isso também acontecia... afinal que menina mora sozinha numa cidade pequena daquela? - cadê os pais dela? - Mas o fato é que essa família a acolhia sem julgá-la. Uma linda familia, uma familia realmente feliz era aquela, e Malu e seu namorado formavam o casal perfeito da faculdade, mas alguma coisa acontecia dentro dela...sentimentos obscuros e confusos estavam lá ainda...e iriam ficar por muito muito tempo...
Estava na mesma cidade que seu pai morava...foi aí que ela se percebeu de algo maior...o destino havia se incumbido de aproximar esses dois ao menos geograficamente! Coincidências?
Antes, estava numa cidade a quase 500km de distância, agora na mesma cidade onde nascera, onde seu pai morava...e agora?
As coisas são tão incríveis na vida, tão mágicas e acontecem numa velocidade tão impressionante que muitas vezes, na grande maioria das vezes nem percebemos os milagres, as mágicas, as “penas azuis” que se materializam. (essa estória está em capitulo anterior)
Em um dado momento Malu e sua mãe se desentenderam por telefone seriamente. Demorou , pensou ela. Então não havia outro caminho a seguir, senão procurar finalmente seu pai. Malu queria saber quem era seu pai, como era seu pai, afinal ele era mesmo esse monstro desumano?
Para voces terem uma idéia, os pais da Malu foram um casal famoso na cidade, na época, de um lado a mãe era a mulher mais bela daquela cidade naquela época, verdadeira Liz Taylor. Isso gerava repercussão , claro! Malu não sabe dizer muita coisa a respeito de tanta fama dos pais, talvez pela forma com que separaram, numa pequena cidade do interior deve ter gerado comentários e certos escândalos! Mas o fato é que quando estava trabalhando no banco, muitas vezes chegavam alguns clientes para ela atender que simplesmente olhavam e diziam: _ Nossa, voce é filha do Georgetti? Malu assustada porque nem conhecia tais pessoas simplesmente confirmava, e então ouvia: _ Sabia que a filha dele estava na cidade, mas não sabia que estava trabalhando aqui e ao te ver te reconheci porque voce é a cara de seu pai! Impresionante! Acreditem, as pessoas iam ver a filha do Georgetti naquele banco....Malu virara certa atração turistica, iam ver a filha da mãe – fulana de tal - (literalmente, o nome da mãe não foi falado aqui, então fica sendo a filha da mãe mesmo) e a filha do Georgetti! Certa vez, uma amiga de sua mãe a reconhecera e quase que adicinhando a angústia de dentro dela falara: _”Menina , voce foi a criança mais desejada, mais amada e bem recebida desse mundo! Sabia disso?” - Hã, como assim? O que essa louca está falando?
Num momento de grande angústia e coragem, Malu brigara com sua mãe, estava realmente só na vida, não importando naquele momento se os avós eram esses avós maravilhosos, se seu namorado era espetacular e se a familia desse namorado a recebia de forma carinhosa e amável, não importavam suas amizades na faculdade nem no trabalho, Malu estava repleta de pessoas ao seu redor, mas estava só. Sempre soubera disso e agora, depois que havia descartado sua mãe de sua vida – aquelas brigas de adolescente, passionais – estava só, imersa nessa solidão incomensurável de vida. Sua alma sentia a dor e a angústia de tudo e de nada!
_Preciso conhecer meu pai, afinal ainda posso tê-lo, dizia. E num misto de angústia, dor, medo e coragem tirando de sua alma esse desejo maior que tudo, pensou por qual caminho iria passar até chegar nele? E lançou-se ao mar da vida!

segunda-feira, 14 de março de 2011

CAPITULO III - A CASA - UM NOVO LAR (?)

Por incrível que pareça, pelas coincindências ou não da vida, Malu foi morar sozinha numa casa,certo? Sabem que isso passou...impressionante como passou até mesmo para ela o fato de que a casa que ela foi morar era justamente a mesma casa onde seus pais casaram! A mesma casa onde fora realizada a festa do casamento de seus pais! A mesma casa onde foi cortado o bolo de casamento de seus pais! Não sabe explicar o motivo de não ter percebido logo de imediato, o fato é que depois de muito tempo , Malu percebeu o que acontecera. De certo modo , em todos os sentidos estaria buscando suas origens!