Sejam bem vindos nessa casa, onde despida de qualquer pudor, ouso ser eu mesma!

Sejam bem vindos nessa casa, onde despida de qualquer pudor, ouso ser eu mesma!

Que ela possa ter alguma valia para quem lê, estuda , sente e vive a questão aqui tratada. E que de alguma forma minha experiência possa orientar. Sem medo, mostro meu caminho, o caminho que estou seguindo no desejo de ser feliz no desejo de estar bem e viver bem e no desejo de que um dia , possam todos em um nivel melhor e mais elevado de consciência, estarmos numa mesma vibração de amor e respeito uns aos outros! E que sejam bem vindos todos os filhos desse universo e que todos os pais sejam um dia iluminados com o poder do verdadeiro amor filial. O amor é assim: sem egoismos, sem orgulhos, sem pudores, feito criança ele apenas sente...por enquanto é isso!

http://www.youtube.com/watch?v=WBSAVK2xLgU
decidi colocar esse link: DA MULHER INVISIVEL porque todos que estão a trabalho da alma e não pelo ego, são invisíveis!

domingo, 17 de julho de 2011

MEU FILHO, VOCE NÃO MERECE NADA. - TEXTO DA ELIANA BRUM - leiam

 
Meu filho, você não merece nada
 
A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada
 
Eliane Brum
   Divulgação
ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br Twitter: @brumelianebrum
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)

terça-feira, 10 de maio de 2011

FAMÍLIAS EM CRISE - RUÍDOS NA COMUNICAÇÃO DO AMOR - CORAGEM PARA FALAR E MEDO DOS QUE SE AFASTAM

O que dizer às pessoas que não aceitam as histórias de vida? Que acreditam estarem longes de tudo e de todos os problemas aqui narrados e que de certa forma se sentem seguras numa pseudo-segurança transitória e tão fugaz quanto a beleza e o tempo?

Acredito que quase nem tenhamos isso, pois dadas as contingências da vida, estamos todos de alguma forma numa barca só.
Mas penso, e se não estiver muito enganada que em dado momento todos estamos vivendo algo semelhante, seja numa forma ou na outra, daí que preciso dizer que apesar de tudo, acredito na convivência familiar de forma saudável, amorosa, na forma com que vizualizo uma familia melhor e da mesma maneira que a visualizo, acredito nela. Acredito que tenhamos agora mesmo pessoas realizadas dentro de suas familias e acho isso muito belo e mágico! Admiro e peço ao universo que isso tudo seja diferente daqui pra frente. Que o amor não seja ridicularizado,politizado,nem comprado!

Hoje vivenciei mais uma experiência. A experiência de que pais , mães e filhos falam em muitas ocasiões, realmente linguas distintas. 
Necessariamente, deveriam ser os pais a compreender o universo dos filhos , entretanto estou vendo de forma contrária. Os filhos ensinando como eles desejam serem compreendidos e amados.

Vejo interrogações acima das cabeças dos pais e vejo que em muitos casos a linguagem não é suficiente para o entendimento, então peço de coração aos pais que de fato e sem egoísmos, permitindo que o ego se distancie, e aceitando seus proprios limites, escutem de fato o que os filhos estão dizendo. Não precisam ser psicólogos e especialistas no assunto, basta ouvirem com a voz do coração! Essa voz não possui ego, por isso é livre de julgamentos e ofensas, é humilde e capaz de amar o outro. Ouvir a voz do coração...
simples assim!

outro fato notório: noto que muitas pessoas se afastam quando percebem a história , a sua história, não seria medo de "espelhos"?

Auto-análise requer coragem e transcendência do ego!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

serpentequemente: ETERNIDADE

serpentequemente: ETERNIDADE: "Te queria sempre aqui, ao meu lado, sempre comigo. Mas a vida não permite esses caprichos, chega uma hora, cada um vai para um lado, cuidar ..."

domingo, 3 de abril de 2011

CAPITULO I - FUGINDO DE CASA NA ÍNTEGRA: A CARTA DA FUGA! Devidamente fotografada e registrada como prometido!


CAPITULO VI - LANÇANDO-SE AO MAR DA VIDA! CORAGEM PARA ENCONTRAR O PAI!

E a vida mais uma vez lançou-se em seus mistérios...

E o telefone tocou...hum...demorando a atender....eis que: Alô? Por favor o "Georgetti" está? Quem quer falar? (ops...não pensei...fala que é a filha dele ...quase desligando...do outro lado eis que surge uma voz imponente e grave: Alô, filha? Tudo bem?...ham..tudo...é que não sei se sabe...estou morando aqui na cidade agora...e queria saber se posso passar uma hora ai no escritório pra gente conversar...sei lá...queria te ver...(segurando o choro) posso? 

Marcaram uma tarde, não lembra Malu se foi no primeiro dia do telefonema ou não...mas ela foi até lá.

O lugar onde o pai trabalhava era dentro da casa de um tio e o escritório ficava ao lado. Um sobrado, uma escada pelo lado de fora...era ali que tinha que entrar...

Foi sozinha - olhou bem essa escada e pensou em voltar desistir, não saberia se iria conseguir subir todos os degraus, por medo, e se fosse novamente rejeitada? Sei lá, nessa hora passam pela mente infinitos pensamentos, infinitos medos, mas infinitos desejos e mais forte que tudo isso foi a coragem e decidiu subir degrau por degrau tentando imaginar como seria e como estaria e como a receberia, seu pai! 

O escritório cheio,  e viu que todos a olharam...uma grande sala , todos em suas mesas sem nenhuma parede e ela entrando ali sendo observada através dos olhares, ora surpresos, ora assustados, não sabe mais descrever o que sentiu...entrando mais um pouco veio aquele homem grande a recebê-la. Sinceramente Malu não se recorda da forma com que foi recebida, não sabe se já foi abraçada, como foi recebida, impressionante! Só sabe dizer que sentiu que aquele homem que era seu pai estava lá em sua frente, em pé e a sensação foi que estendeu as mãos, acha.. que a abraçou...acha...mas o fato é que ele estava lá e de alguma forma as ações dele foram de receptividade não rejeição...parece que estaria desejando esse encontro também.

Afinal se abraçaram e só havia choro!

O que falaram? esquece! Não importa! Só choraram!
A impressão foi de que o escritório inteiro chorou!

Esse foi o primeiro contato de fato depois de muitos anos . Durante a separação Malu lembra que algumas poucas vezes, crê que duas ou três vezes, eles tentaram se ver, mas a sensação era terrivelmente desconfortável. Malu lembra de uma casa, uma garagem , ela encostada na parede, ao lado de um carro, devia ter uns 9 anos...e não conseguia se comunicar, não conseguia falar, chegar, dizer, sentir. Todas as palavras e sentimentos haviam dado um nó na garganta e no coração, consequentemente na alma! Seu pai havia se transformado em uma corrida de obstáculos e como era pequena se sentia muito baixa para alcançar e transpor esses obstáculos, e ele com certeza não conseguia chegar também. Era um desconforto imenso, tanto é que após algumas tentativas as visitas cessaram por completo . E assim se seguiu o resto da infância, o inicio da adolescência e assim até àquele momento descrito acima. Malu com dezoito, agora! 

Criou-se um vácuo , vácuo de luz , de amor, de cumplicidade, de amizade, de paternidade, vácuo intransponível vácuo esse que feito planetas inabitados lá dentro também não havia nenhuma forma de vida! porque não havia amor, luz e ar! Esse vácuo persistiu por muitos anos em sua vida. O buraco negro que nem a física quântica pode explicar!

E então finalmente o encontro! Deu-se em 1986.
Ano do inicio da faculdade
Ano do primeiro namorado
Ano da primeira casa
Ano do primeiro trabalho
Ano do inicio de uma nova vida. 
Uma vida diferente
Um caminho diferente
Não que seja uma nova vida, mas finalmente uma vida que Malu estava "escolhendo" , será?!


CAPITULO - V - ONDE ESTÁ MEU PAI? JOGAR-SE AO MISTÉRIO DO CORAÇÃO!

Malu pensou: Estou aqui e ele também , na mesma cidade...e como disse antes...criando coragem, e a despeito de todos os medos, de todos os estados sombrios de dentro d'alma, a despeito de tantas dores, de tamanha rejeição dentro do coração....tomou ar e a coragem e o impulso em procurá-lo foi maior que tudo.

Toc toc toc...meu Deus abençoe esse instante, tenho medo...

Seguindo o final do capitulo anterior - Capitulo IV - disse para si mesma:  

_Preciso conhecer meu pai, afinal ainda posso tê-lo, dizia. E num misto de angústia, dor, medo e coragem tirando de sua alma esse desejo maior que tudo, pensou por qual caminho iria passar até chegar nele? E lançou-se ao mar da vida!

TIRAR O CONVÍVIO COM O PAI PREJUDICA A FORMAÇÃO DA CRIANÇA - REPORTAGEM -

Tirar o convívio com o pai prejudica a formação da criança

A invenção de mentiras sobre o ex-parceiro provoca a sensação de abandono nos filhos

Por Especialistas Publicado em 7/3/2011

Alienação parental é quando um dos pais (geralmente o que tem a guarda da criança) inventa mentiras e calúnias contra o outro, acusando-o de coisas que não aconteceram, na intenção de colocar os filhos contra ele, destruindo qualquer sentimento positivo que o filho sinta pelo pai ausente.

Em sua grande maioria as alienadoras são as mães, mas a familia inteira pode praticar a alienação * (grifo meu) que ficam com a guarda dos filhos. São pessoas doentes, capazes de atos absurdos, provavelmente, fruto de uma separação muito mal resolvida e nada elaborada.

A raiva contra o ex-parceiro é descontada em atitudes absolutamente doentias e inconsequentes contra ele, a ponto de levar os filhos a acreditarem que foram abandonados pelo pai intencionalmente, que este "desistiu" deles, alimentando um sentimento muito ruim de rejeição e abandono que permanecerão para sempre em seu íntimo. 
A raiva contra o ex-parceiro é descontada em atitudes absolutamente doentias e inconsequentes contra ele, a ponto de levar os filhos a acreditarem que foram abandonados pelo pai intencionalmente
A identidade da criança e do adolescente se faz na interação com os pais, em primeiro lugar, e com o mundo. Esse convívio com o pai lhe é tirado à força, rompendo uma relação que poderia ser saudável e fazer toda a diferença em seu desenvolvimento como um todo. O prejuízo é a falta do afeto, do olhar do pai, do reconhecimento deste, e a ideia da mentira vai reforçar os sentimentos negativos da criança: "Não sou boa o bastante para o meu pai gostar de mim, ele nunca me amou".DISSO VEM TAMBÉM O : Não sou boa o suficiente para que outros não me amem. E vem que qualquer outro homem durante a vida deverá lutar por voce, literalmente, senão não será bom para voce" - grifo meu!

Um exemplo típico é a mãe provocar o sentimento de abandono no filho: "Olha como seu pai não liga pra você, nem telefonou no seu aniversário!" - quando o pai tentou de várias maneiras entrar em contato e foi devidamente impedido de acessar o filho - ou foi enganado com a afirmação da mãe de que o filho não queria falar com ele, quando aquele nem soube que o pai ligou.

Algumas mães chegam ao extremo de inventar falsas acusações de abuso sexual por parte do pai, pois este argumento garante a suspensão imediata da visitação. Como a justiça é lenta, até que se prove o contrário a mãe ganha tempo para bolar algo que afaste mais ainda a criança do pai.  
Há aqui a criação de uma falsa memória: a criança não tem a memória sensorial, porque não viveu aquilo, mas a mãe afirma que isso aconteceu. Cria-se um adulto dicotomizado, com uma crise de identidade: "Afinal, isso aconteceu ou não comigo?" Não confia em sua percepção das coisas, em sua memória. A criança simplesmente acredita no guardião, repetindo falas e atitudes deste. Ela é levada a duvidar do amor do outro. Mesmo que se sinta bem ao lado dele, vê-se na obrigação de negar isso para o outro.

Os filhos sentem-se "traindo" o outro quando passam um dia muito gostoso junto com o pai - a necessidade de cumplicidade com o que toma conta é mais forte e a lealdade a ele não pode ser ameaçada. Chantagens como: "Se você gosta dele é porque não gosta de mim!" são comuns e obrigam o filho a mentir para se resguardar dos ataques do outro.

Enquanto são crianças, os filhos não têm como ir atrás da verdade e nem como questionar o que acontece. Mas, um dia entrarão em contato com a realidade, e será bem difícil lidar com a descoberta de que o "algoz" era justamente quem estava todo o tempo ao lado deles.

É muito difícil eliminar a marca que fica, o ressentimento irá permear pelo resto da vida a relação com o pai que ficou longe, e isso, poderia ter sido evitado. Sempre aparecerá a tristeza, a agressão ou a sensação de abandono, de revolta. O filho tem a sensação de que o pai não lutou por ele, não o amou o suficiente para enfrentar as adversidades e garantir sua convivência com ele.

O triste é que o tempo perdido não volta mais. Toda a infância, desenvolvimento e conquistas do filho são tirados injustamente do convívio com o pai. Todos perdem (e muito!).

É possível reconstruir uma relação, mas jamais resgatá-la. Infelizmente.

Marina Vasconcellos - Psicóloga

texto extraído do site minha vida

http://www.minhavida.com.br/